Taxa Referencial (TR)
A TR é usada no cálculo da poupança e de alguns financiamentos.
Valor mais recente (14/10/2026)
0,1695 % no período
Atualização período mensal.
Histórico recente
| Data | Valor (% no período) |
|---|---|
| 14/10/2026 | 0,1695 |
| 13/10/2026 | 0,1696 |
| 12/10/2026 | 0,1552 |
| 11/10/2026 | 0,1241 |
| 10/10/2026 | 0,0931 |
| 09/10/2026 | 0,0879 |
| 08/10/2026 | 0,1212 |
| 07/10/2026 | 0,1493 |
| 06/10/2026 | 0,1609 |
| 05/10/2026 | 0,163 |
| 04/10/2026 | 0,1315 |
| 03/10/2026 | 0,10 |
Como ler este número
Como ler
A unidade é "% no período"
De onde vem
Série 226 do Banco Central
Cuidado
Não é recomendação
O que fazer
Como conferir na origem
Entendendo a série Taxa Referencial (TR)
Taxa Referencial (TR): qual é o valor de hoje?
A leitura mais recente da série Taxa Referencial (TR) é de 0,17%, com data de 14/10/2026, publicada pelo Banco Central na série 226 do SGS. A atualização é período mensal, e a unidade é "% no período" — ler esse número como se fosse de outra unidade é o erro mais comum nesta página.
Nas 12 leituras mais recentes, de 03/10/2026 a 14/10/2026, a série subiu de forma acentuada: saiu de 0,10% e chegou a 0,17%, com mínimo de 0,09% em 09/10/2026 e máximo de 0,17% em 13/10/2026. Houve 11 mudanças de valor entre leituras consecutivas.
O que a Taxa Referencial muda no seu bolso?
A TR entra em duas contas que afetam muita gente: o rendimento da poupança (0,5% ao mês mais TR, quando a Selic está alta) e a correção de financiamentos habitacionais antigos e do saldo do FGTS. Com a TR em 0,1695% no período, a poupança do mesmo período fica em torno de 0,6695%.
Quem define a Taxa Referencial e quando ela muda?
O Banco Central calcula a TR a partir da média das taxas das Letras do Tesouro Nacional negociadas em um conjunto de instituições, aplicando um redutor. Por causa desse redutor, a TR fica zerada sempre que os juros estão baixos, e só volta a ser positiva quando a Selic sobe bastante.
Como ler Taxa Referencial ao lado de Rendimento da poupança
O Rendimento da poupança do mesmo período foi de 0,6703%, e a TR de 0,1695% é justamente uma das duas parcelas dessa conta: a outra é o 0,5% fixo ao mês. A diferença de 0,5008 ponto percentual entre os dois mostra o peso de cada parte.
A comparação só funciona porque as duas séries estão na mesma unidade ou foram convertidas antes: Taxa Referencial (TR) está em "% no período" e Rendimento da poupança em "% no período", com valor de 14/10/2026. Juro ao ano e índice ao mês não se comparam lado a lado sem composição, e não basta dividir por doze.
E no horizonte de um ano, a Taxa Referencial subiu ou caiu?
Na janela de cerca de treze meses buscada na mesma série 226, de 15/09/2025 a 14/10/2026, há 24 pontos, com mínimo de 0,12% em 31/01/2026 e máximo de 0,18% em 01/10/2025. O valor de hoje, 0,17%, está na metade de cima dessa faixa.
O que a Taxa Referencial não diz
A TR não é inflação nem rendimento: é um índice de referência construído a partir de juros de títulos públicos. Saldo do FGTS corrigido pela TR costuma perder da inflação, e é isso que está no centro das discussões judiciais sobre o fundo.
Os valores desta página são reproduzidos sem ajuste da série 226 do SGS e podem ser revisados pela fonte. Nada aqui é recomendação de investimento, de financiamento ou de reajuste de contrato: é o número oficial, com a data ao lado, para você conferir no Banco Central antes de usar em qualquer decisão.
Glossário
TR (Taxa Referencial)
Taxa calculada pelo Banco Central a partir dos juros das Letras do Tesouro Nacional, usada no rendimento da poupança e em financiamentos habitacionais antigos. Fica em zero sempre que a Selic está baixa, por causa de um redutor na fórmula.
Banco Central do Brasil — Sistema Gerenciador de Séries Temporais (SGS)
Rendimento da poupança
Com a Selic acima de 8,5% ao ano, a caderneta rende 0,5% ao mês mais a TR; com a Selic igual ou abaixo disso, rende 70% da Selic mais a TR. O rendimento só é creditado na data de aniversário do depósito, então resgate antes disso perde o mês inteiro.
Lei 8.177/1991 e Medida Provisória 567/2012
Selic meta e Selic efetiva
A meta é o número que o Copom anuncia a cada reunião e que vale até a reunião seguinte. A efetiva é a taxa média dos negócios com títulos públicos que realmente acontecem no dia, e fica sempre bem perto da meta. As páginas daqui usam a meta, porque é ela que entra em contrato e em simulação de financiamento.
Série temporal
Sequência de valores do mesmo indicador ao longo do tempo, cada um com a sua data. No SGS do Banco Central, cada série tem um número próprio, e é esse número que identifica a origem exata de cada valor mostrado aqui.
Banco Central do Brasil — Sistema Gerenciador de Séries Temporais (SGS)
Ponto percentual e porcentagem
Quando uma taxa vai de 10% para 12%, ela subiu 2 pontos percentuais, mas aumentou 20% em relação ao que era. Confundir os dois é o erro mais comum ao ler notícia sobre juros e inflação.
SGS (série do Banco Central)
Sistema público em que o Banco Central publica milhares de séries de juros, inflação, câmbio e crédito, com uma API aberta e sem necessidade de chave. Cada página daqui cita o número da série usada, para qualquer pessoa conferir o valor na origem.
Banco Central do Brasil — Sistema Gerenciador de Séries Temporais (SGS)
Outros indicadores
- Taxa Selic (meta)
- CDI (taxa anualizada)
- IPCA (inflação mensal)
- IPCA acumulado em 12 meses
- IGP-M (mensal)
- INPC (mensal)
- Rendimento da poupança
- Dólar comercial (PTAX venda)
- Euro (PTAX venda)
- Libra esterlina (PTAX venda)
Fonte: Banco Central do Brasil, Sistema Gerenciador de Séries Temporais (SGS), série 226. Dados abertos. Comparação com Rendimento da poupança: série 195, valor de 14/10/2026. Gráficos e comparações são cálculo próprio.