Senadores de Mato Grosso
Cada estado elege três senadores, com mandato de oito anos. Mato Grosso está representado hoje por Carlos Fávaro (PSD), Jayme Campos (UNIÃO) e Wellington Fagundes (PL). 2 mandatos terminam em janeiro de 2027; essas vagas foram disputadas na eleição de 4 de outubro de 2026.
Senadores em exercício
| Senador(a) | Partido | Mandato até | CEAPS 2026 | Projetos* |
|---|---|---|---|---|
| Carlos Fávaro | PSD | 2027 | R$ 182.390 | 5 |
| Jayme Campos | UNIÃO | 2027 | R$ 395.467 | 73 |
| Wellington Fagundes | PL | 2031 | R$ 376.121 | 73 |
* PL, PLP e PEC apresentados desde fevereiro de 2023 (autor ou coautor). CEAPS até 06/10/2026.
Senadores eleitos em 2026 (Mato Grosso)
Segundo o TSE, MAURO MENDES (UNIÃO) e ZÉ MEDEIROS (PL) foram eleitos para o mandato de 2027 a 2035. Situação conforme a base de candidaturas do TSE gerada em 05/10/2026; o resultado só é definitivo após a diplomação.
- MAURO MENDES — UNIÃO, número 444 (eleito no 1º turno)
- ZÉ MEDEIROS — PL, número 222 (eleito no 1º turno)
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Entendendo a bancada de Mato Grosso no Senado
Por que Mato Grosso tem três senadores, como todos os estados?
Mato Grosso tem 3 das 81 cadeiras do Senado, a mesma cota de qualquer outra unidade da federação, independentemente de população. Com 3.950.330 habitantes, cada senador de Mato Grosso representa 1.316.777 pessoas, contra uma média nacional de 2.644.592 por senador.
O mandato é de oito anos e a renovação é alternada, um terço das vagas numa eleição e dois terços na seguinte. Por isso a bancada de Mato Grosso quase nunca muda inteira de uma vez, e o nome de cada suplente eleito junto com o titular importa: é ele que assume a cadeira em caso de licença, de ida para um cargo no Executivo ou de vacância.
Quais partidos formam a bancada de Mato Grosso?
Os 3 senadores de Mato Grosso em exercício se dividem em 3 partidos: PL (1), PSD (1) e UNIÃO (1). O maior, o PL, tem 33% da bancada. Entre eles há 0 mulheres e 0 suplentes em exercício.
Quanto a bancada de Mato Grosso gastou da cota em 2026?
Somados, os senadores de Mato Grosso pediram R$ 953.978 de reembolso pela CEAPS em 2026, até 06/10/2026. A mediana da bancada é de R$ 376,1 mil, acima da mediana do grupo (mediana nacional: R$ 294,6 mil).
O maior gasto da bancada é de Jayme Campos, com R$ 395,5 mil, e o menor é de Carlos Fávaro, com R$ 182,4 mil, uma distância de 2,2 vezes entre as duas pontas. Os itens que mais pesam na bancada de Mato Grosso são divulgação da atividade parlamentar (R$ 249,8 mil), passagens aéreas, aquáticas e terrestres (R$ 176,4 mil) e locomoção, hospedagem, alimentação e combustíveis (R$ 173,8 mil).
O que estes números dizem (e não dizem) sobre Mato Grosso?
As emendas individuais dos senadores de Mato Grosso somam R$ 597.028.580 empenhados e R$ 503.275.801 pagos nos orçamentos recentes, e a bancada aparece como autora ou coautora de 151 projetos desde fevereiro de 2023. Emenda empenhada não é obra entregue, e projeto apresentado não é lei aprovada.
Nada nesta página mede influência, presença em plenário ou votos dados: entre os 3 senadores de Mato Grosso, cota, projetos e emendas são o que os dados abertos permitem comparar de forma igual. Também não há aqui CPF, endereço residencial nem foto de ninguém — só informação do exercício do mandato no Senado.
Glossário
Bancada
Conjunto de parlamentares de um mesmo partido ou de um mesmo estado. A bancada estadual na Câmara tem no mínimo 8 e no máximo 70 deputados, conforme a população da unidade da federação.
CEAPS (cota parlamentar do Senado)
Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar dos Senadores, equivalente à CEAP da Câmara. Reembolsa aluguel de escritório no estado, locomoção, divulgação, consultorias e material de consumo ligados ao mandato, dentro de um teto mensal por senador.
Legislatura
Período de quatro anos de funcionamento da Câmara, contado da posse dos deputados eleitos. A atual é a 57ª, de fevereiro de 2023 a janeiro de 2027; senadores atravessam duas legislaturas, porque o mandato deles dura oito anos.
Emenda parlamentar
Parte do Orçamento da União cujo destino é indicado por um parlamentar, pela bancada de um estado ou por uma comissão. As emendas individuais são impositivas: o governo é obrigado a executá-las, e metade do valor tem de ir para a saúde.
Constituição Federal, Emenda Constitucional 86/2015
Empenhado e pago
Empenhado é o valor que o governo reservou no orçamento para a emenda; pago é o que já saiu do caixa. A diferença entre os dois é normal no ano corrente e pode ser quitada nos anos seguintes, como resto a pagar.
Receita corrente líquida (RCL)
Base de cálculo das emendas individuais: 1,55% da receita corrente líquida da União é dividido entre os 513 deputados e 0,45% entre os 81 senadores. É por isso que cada senador indica, sozinho, um valor muito maior que cada deputado.
Constituição Federal, Emenda Constitucional 126/2022
PL, PLP e PEC
PL é projeto de lei ordinária, PLP é projeto de lei complementar e PEC é proposta de emenda à Constituição, em ordem crescente de dificuldade de aprovação. Contar projetos mede iniciativa, não resultado: a maioria nunca chega a ser votada.
Fontes: Senado Federal — Dados Abertos (legis.senado.leg.br/dadosabertos) e CEAPS (adm.senado.gov.br/adm-dadosabertos); candidaturas: TSE — Dados Abertos (CC BY). Dados coletados em 06/10/2026.