Senadores de São Paulo
Cada estado elege três senadores, com mandato de oito anos. São Paulo está representado hoje por Astronauta Marcos Pontes (PL), Giordano (PODE) e Mara Gabrilli (PSD). 2 mandatos terminam em janeiro de 2027; essas vagas foram disputadas na eleição de 4 de outubro de 2026.
Senadores em exercício
| Senador(a) | Partido | Mandato até | CEAPS 2026 | Projetos* |
|---|---|---|---|---|
| Astronauta Marcos Pontes | PL | 2031 | R$ 260.458 | 162 |
| Giordano (suplente em exercício) | PODE | 2027 | R$ 375.867 | 17 |
| Mara Gabrilli | PSD | 2027 | R$ 228.146 | 75 |
* PL, PLP e PEC apresentados desde fevereiro de 2023 (autor ou coautor). CEAPS até 06/10/2026.
Senadores eleitos em 2026 (São Paulo)
Segundo o TSE, ANDRÉ DO PRADO (PL) e GUILHERME DERRITE (PP) foram eleitos para o mandato de 2027 a 2035. Situação conforme a base de candidaturas do TSE gerada em 05/10/2026; o resultado só é definitivo após a diplomação.
- ANDRÉ DO PRADO — PL, número 222 (eleito no 1º turno)
- GUILHERME DERRITE — PP, número 111 (eleito no 1º turno)
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Entendendo a bancada de São Paulo no Senado
Por que São Paulo tem três senadores, como todos os estados?
São Paulo tem 3 das 81 cadeiras do Senado, a mesma cota de qualquer outra unidade da federação, independentemente de população. Com 46.179.008 habitantes, cada senador de São Paulo representa 15.393.003 pessoas, contra uma média nacional de 2.644.592 por senador.
O mandato é de oito anos e a renovação é alternada, um terço das vagas numa eleição e dois terços na seguinte. Por isso a bancada de São Paulo quase nunca muda inteira de uma vez, e o nome de cada suplente eleito junto com o titular importa: é ele que assume a cadeira em caso de licença, de ida para um cargo no Executivo ou de vacância.
Quais partidos formam a bancada de São Paulo?
Os 3 senadores de São Paulo em exercício se dividem em 3 partidos: PL (1), PODE (1) e PSD (1). O maior, o PL, tem 33% da bancada. Entre eles há 1 mulher e 1 suplente em exercício.
Quanto a bancada de São Paulo gastou da cota em 2026?
Somados, os senadores de São Paulo pediram R$ 864.470 de reembolso pela CEAPS em 2026, até 06/10/2026. A mediana da bancada é de R$ 260,5 mil, abaixo da mediana do grupo (mediana nacional: R$ 294,6 mil).
O maior gasto da bancada é de Giordano, com R$ 375,9 mil, e o menor é de Mara Gabrilli, com R$ 228,1 mil. Os itens que mais pesam na bancada de São Paulo são consultorias, assessorias e trabalhos técnicos (R$ 291,2 mil), locomoção, hospedagem, alimentação e combustíveis (R$ 207,4 mil) e aluguel e despesas do escritório político (R$ 132,8 mil).
O que estes números dizem (e não dizem) sobre São Paulo?
As emendas individuais dos senadores de São Paulo somam R$ 599.838.703 empenhados e R$ 531.795.131 pagos nos orçamentos recentes, e a bancada aparece como autora ou coautora de 254 projetos desde fevereiro de 2023. Emenda empenhada não é obra entregue, e projeto apresentado não é lei aprovada.
Nada nesta página mede influência, presença em plenário ou votos dados: entre os 3 senadores de São Paulo, cota, projetos e emendas são o que os dados abertos permitem comparar de forma igual. Também não há aqui CPF, endereço residencial nem foto de ninguém — só informação do exercício do mandato no Senado.
Glossário
Bancada
Conjunto de parlamentares de um mesmo partido ou de um mesmo estado. A bancada estadual na Câmara tem no mínimo 8 e no máximo 70 deputados, conforme a população da unidade da federação.
CEAPS (cota parlamentar do Senado)
Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar dos Senadores, equivalente à CEAP da Câmara. Reembolsa aluguel de escritório no estado, locomoção, divulgação, consultorias e material de consumo ligados ao mandato, dentro de um teto mensal por senador.
Legislatura
Período de quatro anos de funcionamento da Câmara, contado da posse dos deputados eleitos. A atual é a 57ª, de fevereiro de 2023 a janeiro de 2027; senadores atravessam duas legislaturas, porque o mandato deles dura oito anos.
Titular e suplente
Titular é quem foi eleito e tomou posse; suplente é quem assume a vaga em caso de licença, de ida para um cargo no Executivo ou de vacância. O suplente em exercício aparece aqui como parlamentar em atividade, e costuma ter cota e emendas menores por ter passado menos tempo no mandato.
Emenda parlamentar
Parte do Orçamento da União cujo destino é indicado por um parlamentar, pela bancada de um estado ou por uma comissão. As emendas individuais são impositivas: o governo é obrigado a executá-las, e metade do valor tem de ir para a saúde.
Constituição Federal, Emenda Constitucional 86/2015
Empenhado e pago
Empenhado é o valor que o governo reservou no orçamento para a emenda; pago é o que já saiu do caixa. A diferença entre os dois é normal no ano corrente e pode ser quitada nos anos seguintes, como resto a pagar.
Receita corrente líquida (RCL)
Base de cálculo das emendas individuais: 1,55% da receita corrente líquida da União é dividido entre os 513 deputados e 0,45% entre os 81 senadores. É por isso que cada senador indica, sozinho, um valor muito maior que cada deputado.
Constituição Federal, Emenda Constitucional 126/2022
PL, PLP e PEC
PL é projeto de lei ordinária, PLP é projeto de lei complementar e PEC é proposta de emenda à Constituição, em ordem crescente de dificuldade de aprovação. Contar projetos mede iniciativa, não resultado: a maioria nunca chega a ser votada.
Fontes: Senado Federal — Dados Abertos (legis.senado.leg.br/dadosabertos) e CEAPS (adm.senado.gov.br/adm-dadosabertos); candidaturas: TSE — Dados Abertos (CC BY). Dados coletados em 06/10/2026.